Após decisão do Facebook, CPI das Fake News será teste para nova base aliada de Bolsonaro

Depois da decis√£o do Facebook de remover da rede social p√°ginas ligadas a bolsonaristas, a Comiss√£o Parlamentar Mista de Inquérito das Fake News ser√° palco de teste para a nova base aliada do presidente Jair Bolsonaro. (veja no vídeo abaixo.

O Pal√°cio do Planalto espera que os parlamentares do Centr√£o ajudem o governo a controlar os trabalhos da comiss√£o, que devem ser retomados no final de agosto ou no início de setembro.

O governo tentou encerrar os trabalhos da CPI, mas eles foram prorrogados.

"Sabemos que o governo vai contar com seus novos aliados para tentar dificultar os trabalhos da comiss√£o, principalmente agora que a decis√£o do Facebook refor√ßa tudo que j√° est√°vamos investigando", afirmou a relatora da CPMI das Fake News, deputada Lídice da Mata (PSB-BA).

O comando da comiss√£o quer ter acesso aos documentos que levaram à decis√£o do Facebook de remover p√°ginas de aliados do presidente da República. A CPI também deve convocar para depoimento Tércio Arnaud Tomaz, assessor especial de Bolsonaro e apontado como integrante do chamado gabinete do ódio (veja no vídeo abaixo).

Assessor de Bolsonaro é respons√°vel por p√°gina derrubada pelo Facebook, diz investiga√ß√£o

O presidente da comiss√£o, senador Angelo Coronel (PSD-BA), vai pedir à rede social a entrega aos técnicos da CPMI dos dados investigados. O material deve ser cruzado com documentos j√° coletados pela comiss√£o.

O senador quer marcar o depoimento de Tércio Tomaz, que j√° havia sido aprovado no ano passado.

A convoca√ß√£o do assessor especial da Presidência da República deve virar uma disputa entre governistas e oposi√ß√£o na volta dos trabalhos da comiss√£o.

Aliados governistas devem questionar o requerimento j√° aprovado e tentar impedir a ida de Tomaz à comiss√£o. O assessor trabalha no mesmo andar que Bolsonaro do Pal√°cio do Planalto e administrava p√°ginas nas redes sociais que atacavam advers√°rios do presidente da República.

Interlocutores do presidente destacam que, fosse em outro momento, a situa√ß√£o do Pal√°cio do Planalto seria complicada. Até o início do ano, Bolsonaro n√£o se preocupava em ter uma base de apoio no Congresso.

Com o avan√ßo de investiga√ß√Ķes contra ele e seus apoiadores, o cen√°rio mudou e o governo passou a negociar cargos com os partidos do Centr√£o em busca de apoio no Congresso Nacional.

Segundo assessores presidenciais, o presidente conta o apoio desses novos aliados para controlar os trabalhos da CPMI das Fake News.

A comiss√£o j√° tem muni√ß√£o para criar dificuldades para o presidente da República e, com os dados do Facebook, pode engrossar sua artilharia contra os apoiadores de Bolsonaro nas redes sociais.
CORES DEMO
PERSONALIZADA

Crie seu degradê:


OUTROS TEMAS