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Advogados de Robinho contestam gravações: "Houve equívoco de interpretação"

Por Administrador

16/10/2020 às 15:46:35 - Atualizado há

Marisa Ajila e Luciano Santoro, advogados brasileiros de Robinho, contestaram as gravações exibidas pelo portal Globoesporte.com, nesta sexta-feira, 16. Em nota enviada à imprensa, os representantes do jogador do Santos afirmaram que não “há admissão de culpa nas interceptações telefônicas” e que uma divergência na tradução do italiano para o português comprometeu o conteúdo que está na sentença. O atacante e seu amigo, Ricardo Falco, foram condenados em primeira instância pela Justiça italiana por terem praticado estupro coletivo contra uma mulher albanesa, em uma boate na cidade de Milão, na madrugada do dia 22 de janeiro de 2013 – a pena é de nove anos de prisão. A defesa de ambos, no entanto, está recorrendo – A Corte de Apelo de Milão vai iniciar a análise do processo, em segunda instância, no dia 10 de dezembro deste ano.

“O jogador reitera que não cometeu o crime do qual é acusado e que sempre que se relacionou sexualmente foi de maneira consentida”, introduz a defesa. “Taxativamente não houve violência sexual tampouco admissão de culpa nas interceptações telefônicas, o que fica claro quando analisadas na integralidade e no contexto correto. Sobre a divulgação em si, deve ser esclarecido que há nos autos provas suficientes da inocência de Robinho – as quais infelizmente não foram divulgadas na matéria – e outras que ainda serão apresentadas à Justiça italiana, que certamente levarão à sua absolvição. Há diversas conversas interceptadas que não foram corretamente traduzidas para o idioma italiano, o que levou ao equívoco de interpretação”, completa.

De acordo com a matéria do Globoesporte.com, a Justiça italiana interceptou diversos telefonemas de Robinho com os outros cinco amigos que teriam cometido o crime. Nas gravações, eles admitem que a jovem albanesa estava “completamente bêbada” e “fora de si” no dia em que o ato ocorreu. Veja a nota emitida pela defesa do jogador abaixo.

NOTA À IMPRENSA

Com relação à reportagem “As gravações do caso Robinho na justiça italiana”, publicada hoje pelo GE, os advogados do jogador Robson de Souza esclarecem:

1. O jogador reitera que não cometeu o crime do qual é acusado e que sempre que se relacionou sexualmente foi de maneira consentida;
2. Taxativamente não houve violência sexual tampouco admissão de culpa nas interceptações telefônicas, o que fica claro quando analisadas na integralidade e no contexto correto;
3. Por se tratar de processo sigiloso e ainda em curso, estamos impedidos de falar sobre o mérito das acusações. Entretanto, sobre a divulgação em si, deve ser esclarecido que há nos autos provas suficientes da inocência de Robinho – as quais infelizmente não foram divulgadas na matéria – e outras que ainda serão apresentadas à Justiça italiana, que certamente levarão à sua absolvição. Há diversas conversas interceptadas que não foram corretamente traduzidas para o idioma italiano, o que levou ao equívoco de interpretação.
4. Confiamos plenamente na Justiça italiana, no sucesso do recurso defensivo e na reforma da decisão, conscientes de que a submissão do feito às instâncias superiores permite justamente evitar erros judiciários e condenações injustas.
5. Por fim, Robinho agradece o apoio da torcida do Santos Futebol Clube e, como pai de família e atleta, faz questão de ressaltar que repudia todas as formas de violência.

Marisa Alija Ramos Luciano Santoro

Fonte: JP
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