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Polícia investiga se mulher que levou morto ao banco tinha de fato relacionamento com ele

Por Administrador

16/10/2020 às 18:46:30 - Atualizado h√°

Segundo o delegado, nesta sexta-feira (16) foram ouvidos um seguran√ßa do banco, uma vizinha do idoso, além de funcion√°rios da agência para onde o corpo foi levado. Uma porteira do condomínio onde o escriv√£o aposentado morava também prestaria depoimento ainda nesta sexta.

“O seguran√ßa e os funcion√°rios do banco v√£o ajudar a entender se iam [o idoso e a mulher] normalmente juntos ao banco. A porteira vai também ajudar para entendermos qual era a rela√ß√£o entre os dois e com qual frequência a mulher entrava e saída da casa do idoso”, explicou o policial.

Após analisar depoimentos de testemunhas, a polícia vai “formar uma convic√ß√£o” sobre o caso para intimar a desempregada. “Vamos cham√°-la [à delegacia] na segunda [19] ou ter√ßa-feira [20]. Antes disso, j√° vamos decidir se ela far√° declara√ß√Ķes ou se j√° ser√° indiciada por tentativa de estelionato e ainda vilipêndio de cad√°ver [desprezar ou humilhar corpo].”

Até a próxima semana, a Polícia Civil de Campinas pretende esclarecer algumas dúvidas como: se a mulher de fato era companheira do idoso e qual a real inten√ß√£o de lev√°-lo morto ao banco?

Corpo amarrado em cadeira de rodas A polícia também investiga se o corpo do escriv√£o aposentado foi amarrado em uma cadeira de rodas usada pela mulher para transport√°-lo até a agência banc√°ria.

“Parece que ele [corpo] estava amarrado [na cadeira de rodas] com um len√ßo. Tudo isso estamos apurando para fechar [a investiga√ß√£o]”, afirmou o delegado titular do Deinter 2. Esta informa√ß√£o foi observada por funcion√°rios do banco, no dia da ocorrência, segundo apurado pela reportagem.

A polícia também aguarda imagens de c√Ęmeras de monitoramento para verificar se a mulher teria tentado usar terminais de autoatendimento, com as digitais do escriv√£o aposentado, para sacar dinheiro. O valor da aposentadoria do homem n√£o foi informado.

Contradi√ß√Ķes A mulher n√£o apresentou nenhuma procura√ß√£o que a autorizava a movimentar as contas do idoso. Ela também, segundo a polícia, entrou em contradi√ß√£o ao afirmar duas histórias sobre a última vez em que falou com o ent√£o companheiro.

Em uma delas, afirmou ter falado com o idoso na manh√£ em que o levou ao banco. “Porém em outro momento, questionada pelos guardas de quando teria conversado [com o idoso] pela última vez, afirmou que havia falado com seu companheiro na data de ontem [1¬ļ de outubro]”, afirma trecho do boletim de ocorrência.

Ao chegar na agência, a desempregada teria tentado ser atendida rapidamente, passando a afirmar que o idoso estava passando mal, fazendo com que testemunhas acionassem o Samu.

Por causa das duas vers√Ķes contadas pela mulher, além da suspeita de o idoso ter sido levado j√° morto ao banco, situa√ß√£o confirmada nesta quinta por meio de laudo, os GCMs decidiram apresentar o caso no 1¬ļ DP de Campinas. O Agora tentou entrar em contato com a desempregada, mas n√£o havia conseguido até a publica√ß√£o desta reportagem.

Outro lado

A Spprev (S√£o Paulo Previdência), da gest√£o (PSDB), afirmou contar com um núcleo de investiga√ß√Ķes previdenci√°rias com o qual detecta e investiga casos de supostas fraudes previdenci√°rias. “Todos os pensionistas e aposentados civis e militares devem manter seu cadastro atualizado para continuar recebendo os benefícios”, diz trecho de nota.

O órg√£o acrescentou que o recadastramento deve ser feito, obrigatoriamente, pelo próprio pensionista e aposentado civil e militar, uma vez ao ano, em seu mês de anivers√°rio. A prova de vida por ser feita em qualquer agência do Banco o Brasil, ou em alguma agência presencial da Spprev. “No caso de pensionistas universit√°rios, o recadastramento dever√° ser realizado semestralmente, nos meses de janeiro e julho”, explicou.

Sobre o caso mencionado nesta reportagem, o órg√£o afirmou que o benefício “foi suspenso e ser√° extinto.”

O Banco do Brasil afirmou usar recursos como identifica√ß√£o do cliente, por meio de senhas, além de cart√£o e biometria para “mitigar o risco de fraudes nos pagamentos de benefícios previdenci√°rios”. “O BB esclarece ainda que cumpriu com todos os protocolos no caso da ocorrência registrada em uma de suas agências em Campinas, o que inclui a apresenta√ß√£o de procura√ß√£o ou a presen√ßa do benefici√°rio na agência”, afirma o banco em nota.

Fonte: Banda B
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