Política Planos da esquerda

Documento revela que Cuba pretende interferir nas próximas eleições da Colômbia para tomar o poder

A revista colombiana "Semana" publicou um documento intitulado "Cuba: O Dossi√™ Secreto. A indevida estrat√©gia de interfer√™ncia de Cuba na Col√īmbia. Alerta no Governo".

Por Thaís Garcia

22/01/2021 às 14:18:03 - Atualizado h√°
Foto: Reprodução da revista Semana da Colômbia

Em 16 de janeiro, a revista colombiana "Semana" publicou um documento intitulado "Cuba: O Dossi√™ Secreto. A indevida estratégia de interfer√™ncia de Cuba na Colômbia. Alerta no Governo".

Segundo a Semana, o documento diz que "Cuba executa uma estratégia de interfer√™ncia na Colômbia através da orienta√ß√£o de cubanos com cobertura diplom√°tica em organiza√ß√Ķes sociais solid√°rias, a infiltra√ß√£o de programas de coopera√ß√£o com autoridades locais e seu financiamento através do Exército de Liberta√ß√£o Nacional (ELN)".

O referido documento menciona o embaixador de Cuba na Colômbia, José Luis Ponce Caraballo, e também organiza√ß√Ķes vinculadas à infiltra√ß√£o como o Movimento Colombiano de Solidariedade por Cuba (MCSC) junto ao Instituto Cubano de Amizade com os Povos (Icap).

Além disso, é denunciada a rela√ß√£o entre a constru√ß√£o de 23 "casas solid√°rias" (17 j√° em opera√ß√£o e as demais em planejamento) com a Frente Nacional de Guerra Urbana do Exército de Liberta√ß√£o Nacional (ELN).

As organiza√ß√Ķes listadas acima s√£o acusadas de difundir campanhas em favor de Cuba, apoiar grandes manifesta√ß√Ķes sociais que amea√ßam a estabilidade nacional e doutrinar os jovens.

De acordo com a Semana, o documento d√° aten√ß√£o especial aos cerca de 1.500 atletas, médicos, professores e treinadores que entraram no pa√≠s entre 2017 e 2020. Foram encontradas inconsist√™ncias nos registros de inscri√ß√Ķes.

Por fim, o documento menciona a interven√ß√£o cubana nas elei√ß√Ķes da regi√£o que est√£o para acontecer, ou seja, no Chile, Peru, Equador e em breve na Colômbia (2022).



Ameaça para a região

N√£o é segredo para ninguém que h√° décadas Cuba busca ativamente expandir seu projeto pol√≠tico na regi√£o. A Venezuela – um aliado estratégico fundamental para alcan√ßar o continente – tem servido de base militar para onde convergem pot√™ncias como R√ļssia, Ir√£, China e guerrilheiros colombianos como as FARC e o ELN.

J√° foram relatadas infiltra√ß√Ķes nas greves nacionais que a regi√£o – e especificamente a Colômbia – testemunhou no ano passado.

O dia 17 de janeiro marcou o segundo anivers√°rio do atentado à "Escola General Santander Cadete" de Bogot√°, um atentado criminoso que deixou 22 jovens mortos e cuja responsabilidade é atribu√≠da ao ELN, guerrilheiros atualmente apoiado por Cuba.

As miss√Ķes de médicos cubanos que o atual prefeito de Medell√≠n, Daniel Quintero Calle, queria apoiar na época, nada mais s√£o do que grupos de pessoas v√≠timas da escravid√£o, do tr√°fico de pessoas e infiltrados do regime comunista.

Agora o objetivo de Cuba é chegar ao poder, n√£o pelas armas, mas por meios "democr√°ticos", uma amea√ßa que n√£o se deve subestimar.

Especialistas alertam que as rela√ß√Ķes diplom√°ticas que a Colômbia mantém com Cuba devem ser rompidas. Um pa√≠s comunista como Cuba, certamente sabe como exportar miséria ao longo de décadas, e sua velocidade e efici√™ncia nesta miss√£o só aumentam.

O marionete perfeito: Gustavo Petro

Um candidato à presid√™ncia como o ex-guerrilheiro Gustavo Petro, atual senador esquerdista colombiano, cuja posi√ß√£o tem sido abertamente chavista, é o boneco perfeito para expandir o bra√ßo pol√≠tico de Cuba em um pa√≠s como a Colômbia que, ao contr√°rio da maioria em sua regi√£o, ainda n√£o caiu nas garras do Foro de S√£o Paulo.

Slogans como "pare de marchar; viva a greve nacional" t√™m sido apoiados pelo l√≠der esquerdista para promover manifesta√ß√Ķes infiltradas por cubanos e cujo resultado sempre foi o vandalismo, o caos, a destrui√ß√£o e os ataques à propriedade privada.

Quanto mais as esta√ß√Ķes de Metro em Bogot√° queimam, mais prédios s√£o vandalizados e menos empresas operam por causa da greve, mais se fortalece a estratégia de tomada de poder e se alimenta o discurso da luta de classes que só alimenta ressentimento e ódio. Seu efeito beneficia muito o projeto esquerdista de Petro de conquistar a presid√™ncia em 2022.

Petro é uma amea√ßa à democracia e à manuten√ß√£o da soberania da Colômbia. Ele é o fantoche perfeito que regimes totalit√°rios socialistas como a Venezuela querem impor na Colômbia – à luz da influ√™ncia cubana – e abre as portas para migrar para um cen√°rio poss√≠vel de um pa√≠s acabado pelo socialismo, obrigado a se curvar e perder todo tipo de institui√ß√Ķes.

Com o apoio da R√ļssia, Ir√£ e China, o comunismo cubano e o socialismo venezuelano encontram uma forma de se ocuparem espa√ßos na América Latina por meio de greves nacionais, miss√Ķes médicas, atletas e treinadores, "casas de solidariedade", que na verdade s√£o apenas enormes fachadas para suas inven√ß√Ķes que t√™m condenado centenas de milhares à pobreza e à viol√™ncia.

Sua influ√™ncia est√° latente e o objetivo é claro: chegar ao poder.

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