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Justiça do DF condena hacker a pagar R$ 648 mil de indenização ao Banco do Brasil após golpe

Por Administrador

01/06/2021 às 14:29:13 - Atualizado há
Nicolas Noel Valdez Bello retirou dinheiro de duas contas bancárias em 2020. Sentença também prevê pena de cinco anos e seis meses de prisão; defesa diz que vai recorrer. Operação Quick Responde, da Polícia Civil do DF

Polícia Civil/Divulgação

A Justiça do Distrito Federal condenou o hacker Nicolas Noel Valdez Bello a pagar uma indenização de R$ 648 mil ao Banco do Brasil. Segundo a sentença, ele furtou dinheiro o mesmo valor de duas contas bancárias da instituição, em um ataque, em 2020 (veja mais abaixo).

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A decisão, do juiz Aimar Neres de Matos, ainda prevê pena de reclusão de cinco anos e seis meses, em regime inicial semiaberto. O advogado de Nicolas, Fábio Henrique Pinheiro Pereira, disse que a condenação por ressarcimento foi "fora os padrões" e que vai recorrer da decisão.

"Não conseguiram identificar a suposta organização criminosa", afirmou.

Na denúncia, o Ministério Público do DF pediu a reparação dos danos causados ao Banco do Brasil porque, na época, o banco assumiu o prejuízo e ressarciu as duas vítimas do golpe aplicado por Nicolas.

Na decisão, o juiz diz que "se tratando de uma instituição de capital misto, verifica-se que o prejuízo foi suportado tanto pela União, ou seja, prejuízo público, quanto pelos acionistas. De mais a mais, tais condutas acabam por encarecer o preço dos serviços bancários, causando prejuízo social relevante".

Relembre o caso

Nicolas foi preso por investigadores da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) do DF em agosto do ano passado. Ele foi encontrado em Santa Catarina.

Segundo a Polícia Civil, as duas vítimas receberam, por meio de SMS, um link que as direcionou para uma página falsa do Banco do Brasil. Em seguida, receberam mensagens de WhatsApp em nome da instituição financeira e foram induzidas a repassar ao suspeito um QR Code que permitiu acesso às contas bancárias delas.

De posse das informações das vítimas, o hacker habilitou um aplicativo bancário de celular no nome delas e realizou transferências bancárias para contas de correntistas de outros estados. Além disso, usou o dinheiro para pagar impostos.

Leia mais notícias sobre a região no G1 DF.
Fonte: G1
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